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Stricto sensu
25/05/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 2 minutos
A produção científica da UNISUAM acaba de conquistar destaque internacional com a publicação de um estudo que propõe uma nova reflexão sobre um dos princípios mais tradicionais do Pilates aplicado à reabilitação. A pesquisa, assinada por docentes da instituição, foi publicada na Journal of Physiotherapy, considerada uma das publicações de maior relevância mundial na área.
O trabalho foi conduzido pela professora e pesquisadora Luciana Lunkes durante seu pós-doutorado em Ciências da Reabilitação, sob supervisão do professor Ney Meziat Filho, com colaboração do professor Arthur de Sá Ferreira.
O estudo investigou um tema amplamente difundido em práticas clínicas e aulas de Pilates: a orientação de manter o abdômen constantemente contraído durante os exercícios, especialmente em casos de dor lombar crônica.

UM OLHAR CIENTÍFICO SOBRE O MOVIMENTO NATURAL DO CORPO
Para chegar aos resultados, os pesquisadores acompanharam 152 pessoas com dor lombar crônica inespecífica durante 12 semanas. Todos os participantes realizaram o mesmo protocolo de exercícios de Pilates. A diferença estava em um detalhe que mudou a perspectiva do estudo: enquanto um grupo foi orientado a ativar o abdômen durante toda a prática, o outro realizou os movimentos de forma mais espontânea, com a musculatura relaxada.
Ao final do acompanhamento, os dois grupos apresentaram melhora significativa. No entanto, os participantes que executaram os exercícios sem a instrução de contrair constantemente o core demonstraram um desempenho ligeiramente superior na redução da incapacidade funcional causada pela dor.
Segundo a professora Luciana Lunkes, o resultado traz uma reflexão importante para a prática clínica. “Observamos que o grupo que realizou os exercícios com o abdômen relaxado apresentou uma melhora 14% maior na incapacidade funcional, o que mostra que nem sempre a contração abdominal constante é necessária para obter bons resultados clínicos”, destaca.
MENOS RIGIDEZ, MAIS CONFIANÇA NO MOVIMENTO
Os achados dialogam com abordagens mais contemporâneas sobre a dor crônica, que consideram não apenas fatores físicos, mas também aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais. A pesquisa sugere que permitir que o corpo se organize de forma natural durante o movimento pode ser uma estratégia mais confortável e, em muitos casos, mais eficaz.
Como explica a pesquisadora, “a ativação muscular acontece de maneira espontânea, conforme a demanda do exercício. Ou seja, o corpo tende a se organizar sozinho quando o movimento é bem conduzido”. Essa visão pode representar um avanço importante no tratamento de pacientes com dor persistente, ao reduzir sensações de medo, rigidez e comportamentos de proteção excessiva, frequentemente associados à dor crônica.
PRODUÇÃO CIENTÍFICA COM IMPACTO GLOBAL
Além da relevância clínica, a publicação reforça o protagonismo da UNISUAM na produção científica internacional. Para o professor Arthur de Sá Ferreira, o estudo simboliza o fortalecimento da pesquisa desenvolvida pela instituição em Ciências da Reabilitação.
“Esse trabalho reforça a inserção internacional das pesquisas da UNISUAM e evidencia a qualidade da produção científica que vem sendo construída em nossos programas de pesquisa”, afirma.
A conquista também destaca a força das parcerias acadêmicas e o compromisso da universidade com estudos que geram impacto na sociedade. Ao revisitar práticas tradicionais e propor novas formas de cuidado, a UNISUAM reafirma seu papel na construção de conhecimento que transforma a saúde e a qualidade de vida.
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