fbpx

O que está procurando?

BLOG

Voltar

A contribuição da neurociência para uma rotina de estudos

Neste artigo, a professora Stella Silva mostra como o cérebro funciona quando o assunto é aprendizagem.

  • Espaço do Mestre

18/04/2022 por Carolina Grimiao

Tempo de Leitura: 3 minutos

Cérebro, sinapses, plasticidade, são temas que tem aparecido nos noticiários nos últimos anos e você deve estar se perguntando o que esses assuntos têm em comum com a rotina de estudos.

 

A neurociência é o ponto em comum e tem se dedicado ao estudo do cérebro como órgão do corpo humano e como acontecem os mecanismos de compreensão “das emoções, pensamentos e ações, (…), aprendizado e esquecimento, sonhos e imaginação, fenômenos que nos definem e constituem”(RIBEIRO, 2013), que conduzem ao processo de aprendizagem.

 

Diferentes estudiosos da área apontam que o cérebro trabalha com rotina e costumes, assunto que já abordamos nos encontros passados. Na busca em garantir que o foco permaneça em diferentes situações, micromundos são criados. Quer um exemplo? Quando você precisa responder uma mensagem e entre o teclar das letras e a escolha adequada das palavras, se alguém te perguntar algo, possivelmente você não responderá, pois seu foco está neste micromundo que é o de responder a mensagem.

 

Espero que você tenha registrado a ideia de micromundo, pois será necessário que você crie um voltado para o seu auto estudo.

 

Para este micromundo é necessário que elementos como memória, atenção, emoção, motivação e plasticidade cerebral, elementos da neurociência estejam presentes, lá naquele seu momento de estudo.

 

A memória, um dos elementos fundantes do estudante se estabelece em uma relação que considera seu tempo destinado ao estudo, além da preservação do sono, de exercícios físicos, hidratação, alimentação adequada e horas dedicadas ao lazer. Um cérebro cansado não constrói memórias. Mas vale uma dica extra: é durante o sono que processos fundamentais da memória são estabelecidos e fazer aquela leitura antes de dormir é de grande valia.

 

Já a atenção também tem sido foco de estudo da neurociência, pois o sistema nervoso central só processa sobre o que está atento. Para que sua atenção esteja voltada para o seu processo de aprendizagem é necessário eliminar os “ralos” de atenção, tudo aquilo que tira o seu foco. Redes sociais, tarefas da casa, conversas paralelas com outras pessoas. Lembra-se da nossa conversa da semana passada? Busque seu micromundo de estudos.

 

A emoção ou a afetividade também fazem parte deste mundo estudantil. Este elemento está relacionado à memória, e quanta mais significativa e positiva, seu cérebro irá retomá-la com mais facilidade em um momento futuro. No momento do estudo, tente associar a temática com algo engraçado, afinal o humor é um canal de acesso fácil às emoções.

 

A motivação é outro fator importante para a construção do seu conhecimento. O que te motiva a estudar? Pois bem, se é apenas para garantir a aprovação na disciplina, possivelmente você terá que dedicar mais tempo ao estudo de determinado assunto. A motivação relaciona-se com a emoção, e se não é prazeroso o conhecimento não é estabelecido. Vale mais uma dica extra, pense na sua formação universitária como um campo interdisciplinar em que cada saber tem sua importância. Valorize o profissional que você deseja ser, as possíveis questões que você encontrará no mundo do trabalho.

 

Enfim, chegamos ao elemento plasticidade cerebral. Você sabe o que é? Resumidamente, é a capacidade adaptativa do cérebro de gerar a formação de novos neurônios e ampliar a arquitetura cerebral e/ou mesmo da estrutura neural se reorganizar a partir de uma experiência nova.

 

A neurociência enfatiza que o homem está em processo de desenvolvimento sempre e nas palavras de Paulo Freire (1921-1997), o ser humano é um ser histórico, cultural, inacabado que está em constante desenvolvimento. Essa relação do homem como ser biológico com o meio social e cultural é o que permite que o cérebro amplie as suas possibilidades.

 

Você deve ter percebido que para aprender não basta apenas abrir o material de estudo. Você pode ampliar a sua atenção para que a memória seja construída. Associar a motivação, a emoção adequada com certeza vai ampliar a sua arquitetura cerebral.

 

E aí, vai colocar em prática esses elementos?

Conta o que achou do texto.

 

Referência:

RIBEIRO, S. Tempo do Cérebro. Estudos avançados 27 (77), 2013

 

 

Profª Stella Silva é Coordenadora da Escola das Licenciaturas,

que envolve os Cursos de PedagogiaLetrasHistória, Biologia 

e  Educação Profissional e Tecnológica.

 

Por Carolina Grimiao

Analista de Comunicação do Blog UNISUAM. Jornalista, Historiadora e Psicopedagoga. Mestranda em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da UFF. Apaixonada por Educação e Cultura Popular.

comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×
English French Portuguese Spanish
X

Nosso site está enfrentando instabilidades.
Algumas informações podem não estar disponíveis no momento.

Oi, está com dúvidas?
Fale conosco!