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Só um minutinho... Um momento, por favor!

Só um minutinho! Temos uma nova relação com o tempo e o impacto que essa mudança causa nas operações locais é determinante.

  • Empreendedorismo

30/07/2021 por Ricardo Reuters

Tempo de leitura: 2 min

Só um minutinho… Um momento, por favor… Temos uma verdadeira e transformadora nova relação com o tempo, isso é indiscutível. 

O impacto que essa mudança causa nas operações locais é determinante para uma série de exigências apresentadas por todos os envolvidos: líderes, funcionários, fornecedores e clientes.

A partir do momento em que passamos a poder avançar um vídeo no YouTube, por exemplo, sem precisarmos aguardar o avanço, mas clicando diretamente no local de interesse no conteúdo, com a possibilidade de visualizarmos uma miniatura da imagem, já passamos a ter uma relação mais exigente com a espera. 

Na Netflix, podemos avançar um vídeo vendo praticamente cena a cena e agora, no WhatsApp, é possível acelerar os áudios recebidos em 1.5x ou 2x. Tudo isso torna essa relação com o tempo extremamente conturbada. Em nossas operações, os clientes estão realmente dispostos a esperar?

 

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Controlar expectativas com o processo de oferta para um público “hiperestimulado” e estabelecer estratégias para gestão de ansiedade passam a ser pontos cada vez mais relevantes para o sucesso no relacionamento de uma operação local com o seu público. 

Pensemos nos restaurantes que, quase que instintivamente, já operam dessa maneira. No cardápio está o ofertado, o que proporciona uma oferta mais controlada do que a maioria das operações. O garçom nos cumprimenta e pergunta qual será a bebida, volta e tira o pedido. Depois traz os pratos, um pouco depois o azeite e, assim, ponto a ponto, vai controlando a nossa relação de ansiedade. O pãozinho é um clássico.

Tudo isso é potencializado pelo poder dos absolutos, que eu costumo brincar com alguns, como, por exemplo, “nunca é toda vez”, “ninguém é todo mundo” e “nada é só”. 

Particularmente, nesse “nada é só” é que eu trago a provocação proposta nessa leitura. Tudo dá trabalho e requer recursos, tempo, crença e dedicação. Nas operações locais é muito comum confundirmos movimento com progresso, quando, na verdade, o progresso é um movimento intencional alcançado com o trabalho e o movimento pode ser somente energia desperdiçada.

 

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“Correr atrás” é uma das piores “falas culturais” a qual somos submetidos em nossos processos de formação pessoal. Acredito que devemos “correr na frente” ou, ao menos, com licença para a brincadeira, que possamos “correr mais do que o leão” como relatado no conto de dois amigos que na floresta se deparam com um leão e quando um começa a correr o outro diz: “não adianta correr, você não vai correr mais rápido do que o leão” e a resposta foi: “não preciso correr mais do que o leão, eu preciso correr mais do que você”. Esse é o ponto da reatividade que custa caro para as operações locais.

É fundamental ser propositivo, com movimentos intencionais, estratégicos e estruturados com base no reconhecimento dos recursos, potenciais e limitações. Mais acertos e menos invenção, “invenção de moda”, como dizia minha avó. Não confundir “invenção de moda” com inovação, pois isso leva ao desperdício. Temos o cliente mais de perto do que qualquer operação e isso é o que nos permite “chegar lá”, mas onde fica o seu “lá”?

“Só um minutinho” e “Um momento por favor” não podem estar lá, pois são improdutivos, reativos e paralisantes. Para mim, é a inércia de quem pode que é a maior trava do mundo e esse conflito se expandiu na direção da eficiência inerte, que é quando um agente não faz aquilo que deveria fazer, quando deveria fazer e como deveria fazer. 

Nas operações locais isso se dá na identidade, pensamento estratégico e base equivocada de comparação. Nada vale mais do que a operação, pois tudo provém dela.

 

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Papéis definidos potencializam o que torna qualquer economia mais segura. A pulverização das operações locais torna a democracia econômica muito mais potente e ser um agente desse modelo é uma grande oportunidade. Em geral, só as operações locais são por essência o seu determinado fim operacional. 

Uma escola local é por existência uma escola e ponto. Uma rede de escolas com ações na bolsa de valores já não é mais isso, pois os indicadores de performance são outros. Sendo assim, a unidade da grande operação faz de tudo para se parecer como um negócio local. Essa é a beleza da compreensão.

Seja cada vez mais você e amplie a sua compreensão do todo, sem confundir a sua identidade de atuação e saiba que toda a força vem das unidades, pois as partes formam o todo. Domine a sua parte e tenha visão estratégica sobre o todo.

O capricho é um grande aliado contra os inimigos “Só um minutinho” e “Um momento, por favor”. É no capricho que mora todo o potencial de crescimento das operações locais. É a sensação coletiva de capricho que contamina positivamente o ambiente e proporciona uma atmosfera limpa, que busca o acerto e, por consequência, que produz mais resultados com a redução perceptível da “invenção de moda”, que, em geral, está relacionada com uma espécie de tédio operacional também influenciado por essa nossa nova relação com o tempo.

 

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Em “Um minutinho” é possível se dispersar como nunca antes, mas também é possível criar uma energia positiva. Então, passa a ser uma questão de escolha comportamental. Nenhum talento supera a dedicação e o empenho. 

 

Talento alto + Dedicação alta = Super resultado

Talento baixo + Dedicação alta = Resultado

Talento alto + Dedicação baixa = Frustração

 

É uma decisão por mais acertos, por mais clareza no reconhecimento do que somos, onde atuamos e por contribuirmos efetivamente com a nossa atuação. Quem está nessa “pegada” não pede “Um momento, por favor” e não se distrai ao ponto de pedir “Só um minutinho”.  

Somos todos locais de alguma forma, principalmente dentro das nossas casas e é em nossas casas que tudo começa, não existe essa separação. É nas casas que tudo se torna comum para a maioria dos níveis e tipos de atuação. É em nossas casas que as nossas existências se encontram em essência. Sejamos mais atentos. 

Até a próxima!

 

 

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Por Ricardo Reuters

Fundador da Atalho Consultoria. Marketeiro estrategista, especialista em Varejo Físico. Atua na indústria nacional, criando novas experiências de compra para os consumidores com base no significado dos produtos e marcas em suas vidas.

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