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PARA O INÍCIO DAS AULAS
Institucional
15/07/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 3 minutos
Ver mais fios na escova, no travesseiro ou no ralo do banheiro costuma gerar preocupação imediata. Afinal, o cabelo está diretamente relacionado à forma como muitas pessoas percebem a própria imagem, influenciando autoestima, confiança e bem-estar.
No entanto, embora seja frequentemente tratada apenas como uma questão estética, a queda capilar pode ser um importante sinal de que algo no organismo merece atenção.
Segundo o professor Nattan Fernandes Sant’Anna, é fundamental compreender que nem toda queda de cabelo tem a mesma origem. “A saúde dos fios reflete diversos aspectos do funcionamento do organismo. Por isso, investigar a causa é o primeiro passo para um tratamento realmente eficaz”.
NEM TODA QUEDA DE CABELO É IGUAL
Perder alguns fios diariamente faz parte do ciclo natural de renovação capilar. O problema surge quando a queda se torna intensa, persistente ou vem acompanhada de alterações perceptíveis na densidade dos cabelos.
Existem diferentes tipos de alopecia e cada uma delas exige uma abordagem específica. Entre as causas mais frequentes estão fatores genéticos, alterações hormonais, deficiências nutricionais, questões imunológicas e até situações de estresse físico e emocional.
A chamada alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, está entre os quadros mais comuns e possui forte influência hereditária. Já a alopecia areata costuma estar relacionada a mecanismos autoimunes e pode surgir de forma repentina.
O IMPACTO DO ESTRESSE NO COURO CABELUDO
A relação entre saúde emocional e queda capilar tem sido cada vez mais observada nos consultórios. Momentos de estresse intenso, luto, ansiedade ou mudanças significativas na rotina podem interferir diretamente no ciclo de crescimento dos fios.
Nesses casos, é comum ocorrer o chamado eflúvio telógeno, condição caracterizada por uma queda difusa e acentuada dos cabelos.
“O cabelo responde aos desequilíbrios do organismo. Muitas vezes, a queda é um alerta de que o corpo está enfrentando algum tipo de sobrecarga física ou emocional”, destaca o professor Nattan Fernandes Sant’Anna.
DIETAS RESTRITIVAS E O USO DAS CANETAS EMAGRECEDORAS ACENDEM UM ALERTA
Nos últimos anos, outro fator passou a chamar a atenção dos profissionais da saúde: o aumento dos casos de queda capilar associados à perda rápida de peso. Dietas extremamente restritivas e o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” podem reduzir significativamente a ingestão de nutrientes essenciais para a formação e manutenção dos fios.
Proteínas, ferro, zinco e vitaminas desempenham funções importantes no metabolismo capilar. Quando esses nutrientes estão em falta, o organismo prioriza funções vitais, e os cabelos acabam sofrendo as consequências. Isso explica por que algumas pessoas percebem aumento da queda alguns meses após mudanças bruscas nos hábitos alimentares.
O PAPEL DA ESTÉTICA NO CUIDADO CAPILAR
Com o crescimento da procura por tratamentos para queda de cabelo, o profissional da estética passou a desempenhar uma função importante no acolhimento e na avaliação inicial desses pacientes.
A análise do couro cabeludo e das características dos fios auxilia na indicação de cuidados complementares e procedimentos que contribuam para a saúde capilar. Entretanto, é essencial compreender os limites dessa atuação.
“Nenhum tratamento deve ser baseado apenas na aparência do problema. Identificar a origem da queda é indispensável para definir estratégias seguras e individualizadas”, reforça o professor.
UM CUIDADO QUE EXIGE DIFERENTES OLHARES
Em muitos casos, o tratamento da queda capilar envolve uma atuação multidisciplinar. Médicos, nutricionistas, profissionais da estética e outros especialistas podem trabalhar em conjunto para investigar causas, corrigir deficiências e propor intervenções adequadas às necessidades de cada pessoa. Essa integração permite uma abordagem mais completa, considerando não apenas os fios, mas a saúde do indivíduo como um todo.
EVIDÊNCIAS CIENTÍFICA FAZ DIFERENÇA NOS RESULTADOS
A popularização dos tratamentos capilares também ampliou a oferta de soluções milagrosas, produtos com promessas exageradas e procedimentos divulgados sem respaldo técnico. Por isso, buscar profissionais qualificados e optar por tratamentos baseados em evidências científicas é fundamental para garantir segurança e eficácia.
Nem todo protocolo é indicado para todas as pessoas, e o que funciona para um paciente pode não apresentar o mesmo resultado para outro.
CUIDAR DOS FIOS TAMBÉM É CUIDAR DE SI
A saúde capilar vai muito além da estética. Os cabelos podem refletir hábitos de vida, condições emocionais, estado nutricional e até alterações clínicas importantes. Por isso, olhar para a queda capilar com atenção e responsabilidade é uma forma de promover autocuidado e qualidade de vida.
Este texto foi desenvolvido a partir das contribuições do professor do curso de Estética e Cosmética da UNISUAM, Nattan Fernandes Sant’Anna. O conteúdo foi reescrito e adaptado para esta publicação, preservando as ideias centrais discutidas durante a atividade.
Analista de Marketing no LinkedIn e Blog UNISUAM. Jornalista e Pós-Graduado em Comunicação Digital e Redes Sociais.
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