Faltam
para o início das aulas da Graduação Digital!
Institucional
24/07/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 2 minutos
Você já ouviu alguém dizer que determinada pessoa é “uma inspiração” apenas por estudar, trabalhar ou levar uma vida comum?
Embora esse tipo de comentário costume ser feito como um elogio, ele pode revelar uma forma sutil de preconceito. Quando pessoas com deficiência recebem esse tipo de reconhecimento simplesmente por realizarem atividades cotidianas, é importante refletir sobre o que está por trás dessa percepção.
Esse é um dos exemplos do que chamamos de capacitismo, uma realidade que ainda faz parte do dia a dia de muitas pessoas.
O QUE É CAPACITISMO?
Capacitismo é toda forma de preconceito, discriminação ou julgamento baseada na deficiência de uma pessoa. Ele acontece quando alguém é visto como menos capaz ou quando sua autonomia e competência são colocadas em dúvida apenas por possuir uma deficiência.
Esse comportamento pode se manifestar de diferentes maneiras. Algumas são facilmente percebidas, como a ausência de acessibilidade em espaços físicos ou digitais. Outras aparecem de forma mais discreta, mas também são prejudiciais, como falar por uma pessoa com deficiência sem permitir que ela responda, infantilizá-lá ou demonstrar surpresa exagerada ao vê-la estudando, trabalhando, praticando esportes ou conquistando objetivos pessoais.
Na prática, o problema não está na deficiência, mas nas barreiras físicas, sociais e culturais que limitam a participação plena dessas pessoas e reforçam estereótipos sobre o que elas podem ou não fazer.
QUANDO A ADMIRAÇÃO REFORÇA ESTEREÓTIPOS
Para quem vivencia essa realidade, situações como essas são frequentes.
Como atleta e Embaixadora da Inclusão da UNISUAM, já percebi que muitas pessoas demonstram surpresa ao conhecer minhas experiências na universidade, no esporte e no trabalho. Em diversas ocasiões, ouvi perguntas como: “Você estuda?”, “Você trabalha?” ou “Você pratica esporte?”.
Essas reações mostram que, muitas vezes, o espanto não está relacionado às conquistas em si, mas ao fato de uma pessoa com deficiência ocupar esses espaços.
Pessoas com deficiência não precisam ser vistas como heroínas por realizarem atividades comuns. Elas desejam, acima de tudo, ser reconhecidas como qualquer outra pessoa: com sonhos, talentos, desafios, direitos e potencial para construir sua própria trajetória.
INCLUSÃO TAMBÉM PASSA PELO RESPEITO À AUTONOMIA
Promover a inclusão envolve atitudes simples que fazem diferença no cotidiano. Uma delas é perguntar antes de oferecer ajuda. Nem toda pessoa com deficiência precisa de auxílio, e presumir isso pode comprometer sua autonomia.
Respeitar escolhas, ouvir antes de agir e compreender as necessidades de cada indivíduo são práticas que contribuem para relações mais inclusivas e respeitosas.
A inclusão acontece quando todas as pessoas têm acesso às mesmas oportunidades e podem participar da sociedade em condições de igualdade, sem que suas capacidades sejam definidas por estereótipos.
UM CONVITE À REFLEXÃO
Observar a forma como nos comunicamos, como enxergamos as pessoas com deficiência e como reagimos às suas conquistas contribui para a construção de ambientes mais acessíveis, acolhedores e diversos.
Na UNISUAM, o compromisso com a inclusão faz parte da formação acadêmica e da construção de uma comunidade universitária mais justa para todos.
E você? Já presenciou alguma situação de capacitismo ou aprendeu algo importante sobre inclusão convivendo com uma pessoa com deficiência? Refletir sobre essas experiências é uma forma de fortalecer o respeito às diferenças e ampliar o diálogo sobre acessibilidade e inclusão.
“Este texto foi desenvolvido por Evelyn Spangemberg, Embaixadora da Inclusão – Setor de Inclusão UNISUAM, com base nas informações fornecidas por ela. O conteúdo foi reescrito e adaptado para esta publicação, mantendo as ideias centrais, mas utilizando uma nova redação”.
Analista de Marketing no LinkedIn e Blog UNISUAM. Jornalista e Pós-Graduado em Comunicação Digital e Redes Sociais.
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