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Qual o papel do jornalista na era da inteligência artificial?

Com o avanço das deepfakes, a credibilidade da informação está em jogo. Entenda os desafios da comunicação em 2026 e por que o jornalismo ético é mais importante do que nunca.

  • Graduação

23/06/2026 por Bruna Mariano

Tempo de Leitura: 2 minutos

Vivemos na era da informação mas também da desinformação. Com o avanço acelerado da tecnologia, conteúdos manipulados se tornaram cada vez mais sofisticados, dando origem às chamadas deepfakes: vídeos, áudios e imagens criados com inteligência artificial que simula, com alto nível de realismo, falas e ações que nunca aconteceram. 

Diante desse cenário, surge uma questão urgente: qual é o papel do comunicador em um mundo onde nem tudo o que vemos é verdade? 

O que são deepfakes e por que elas preocupam?

As deepfakes utilizam algoritmos de inteligência artificial para criar conteúdos falsos extremamente convincentes. O problema não está apenas na tecnologia em si, mas no uso indevido dessas ferramentas. Elas podem ser usadas para:

  • disseminar fake news
  • manipular opiniões públicas
  • prejudicar reputações
  • influenciar decisões políticas e sociais

Em 2026, o desafio não é apenas identificar o que é falso, mas lidar com a velocidade com que esses conteúdos se espalham. 

O impacto na sociedade e na comunicação

A credibilidade sempre foi um dos pilares da comunicação. No entanto, com a popularização das deepfakes, esse pilar está sendo constantemente testado. Os impactos são diretos:

  • aumento da desinformação
  • perda de confiança em conteúdos digitais
  • dificuldade em validar fontes
  • riscos à democracia e à reputação de pessoas e instituições

O comunicador deixa de ser apenas um produtor de conteúdo e passa a ser também um guardião da informação. 

O novo papel do comunicador

Mais do que nunca, profissionais de comunicação precisam atuar com responsabilidade, senso crítico e ética. Entre as principais responsabilidades estão:

✔️ Verificação de informações

Antes de publicar qualquer conteúdo, é essencial checar fontes, validar dados e confirmar a veracidade das informações. 

✔️ Educação midiática

O comunicador também tem o papel de orientar o público, ajudando a desenvolver senso crítico sobre o consumo de informação.

✔️ Uso ético da tecnologia

Ferramentas de inteligência artificial podem ser aliadas desde que utilizadas com transparência e responsabilidade. 

✔️ Combate à desinformação

Identificar, denunciar e não amplificar conteúdos falsos é uma prática fundamental. 

Como identificar uma deepfake?

Embora estejam cada vez mais sofisticadas, algumas pistas ainda podem ajudar:

  • movimentos faciais ou expressões artificiais
  • falhas na sincronização de áudio e vídeo
  • qualidade inconsistente da imagem
  • fontes desconhecidas ou pouco confiáveis

Além disso, novas ferramentas tecnológicas vêm sendo desenvolvidas para detectar conteúdos manipulados, o que reforça a importância de atualização constante na área. 

Comunicação com propósito

Em meio a tantos desafios, um ponto se destaca: a comunicação precisa ser guiada por propósito. Isso significa:

  • priorizar a verdade
  • respeitar o público
  • entender o impacto social do conteúdo produzido

Mais do que engajar, o objetivo deve ser informar com responsabilidade e contribuir para uma sociedade mais consciente. 

O futuro da comunicação em 2026

O avanço das deepfakes mostra que a tecnologia continuará evoluindo e rápido. Por isso, o profissional de comunicação precisa acompanhar esse movimento. O futuro aponta para:

  • maior integração entre comunicação e tecnologia
  • uso de ferramentas de verificação automatizada
  • valorização da credibilidade profissional
  • fortalecimento da ética na produção de conteúdo


Nesse cenário, quem se destaca não é apenas quem comunica bem, mas quem comunica com responsabilidade. As deepfakes representam um dos maiores desafios da comunicação contemporânea. No entanto, também reforçam algo essencial: a importância do papel humano na construção da verdade. 

O comunicador de 2026 não é apenas um criador de conteúdo é um agente de transformação, capaz de influenciar positivamente a sociedade por meio da informação. 

Quer fazer a diferença em um mundo onde a verdade precisa ser constantemente defendida? Conheça a graduação em Jornalismo da UNISUAM e desenvolva as habilidades para informar com ética, senso crítico e responsabilidade na era digital.

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Por Bruna Mariano

Analista de Marketing no LinkedIn e Blog UNISUAM. Jornalista e Pós-Graduado em Comunicação Digital e Redes Sociais.

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