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UNISUAM integra pesquisa internacional sobre exercícios físicos no controle do diabetes tipo 2

Pesquisa internacional com participação da UNISUAM mostra como diferentes tipos de treino ajudam no controle da glicose e na qualidade de vida.

  • Stricto sensu

25/02/2026 por Bruna Mariano

Tempo de Leitura: 3 minutos

Uma pesquisa de pós-doutorado em Ciências da Reabilitação está ajudando a entender melhor como diferentes tipos de treino podem impactar a saúde de pessoas com diabetes tipo 2. O estudo desenvolvido em parceria internacional entre a UNISUAM e a University of Birmingham, investigou como programas específicos de exercícios influenciam o controle da doença e a qualidade de vida dos pacientes. 

O trabalho, conduzido pelo pesquisador Sampath Kumar Amaravadi, com supervisão da professora Patrícia dos Santos Vigário, comparou dois modelos de treinamento bastante utilizados atualmente: o treinamento combinado (que reúne exercícios aeróbicos e musculação) e o treino intervalado de alta intensidade, conhecido como HIIT. 

O Pós-Doutorado em Ciências da Reabilitação também tem um papel fundamental na formação acadêmica e científica dos profissionais da área. Essa etapa acadêmica permite que pesquisadores aprofundem estudos, desenvolvam novas abordagens e ampliem parcerias com instituições de diferentes países. Na prática, isso contribui para a produção de conhecimentos que ajudam a orientar a atuação clínica e a desenvolver estratégias mais eficazes para melhorar a saúde e a qualidade de vida da população. 

Como o estudo foi realizado 

A pesquisa acompanhou 90 pessoas com diabetes tipo 2 durante 12 semanas. Ao longo desse período, os participantes seguiram protocolos específicos de exercício físico, permitindo aos pesquisadores avaliar mudanças em diferentes aspectos da saúde, como: 

  • Controle da glicose no sangue 
  • Resistência à insulina 
  • Composição corporal 
  • Qualidade de vida 

O objetivo era entender não apenas se o exercício ajudava mas qual tipo de treino poderia gerar benefícios diferentes ou complementares. 

O que os resultados mostraram 

Os resultados foram bastante positivos. De forma geral, ambos os tipos de treinamento promovem melhorias significativas na saúde dos participantes. 

Entre os principais achados: 

  • O HIIT mostrou resultados mais rápidos na redução da glicose no sangue e no aumento da massa muscular. 
  • O treinamento combinado apresentou benefícios mais amplos, especialmente relacionados ao bem-estar psicológico e social. 
  • Os dois métodos contribuíram para melhorar a resistência à insulina, a composição corporal e a qualidade de vida. 

Esses dados reforçam algo cada vez mais discutido na área da saúde: não existe uma única estratégia ideal para todos os pacientes. 

A importância da personalização no tratamento 

O diabetes tipo 2 é uma condição complexa, influenciada por diversos fatores como estilo de vida, alimentação, genética e nível de atividade física. Por isso, programas de exercício personalizados podem ser fundamentais para melhorar os resultados do tratamento. 

Enquanto algumas pessoas se adaptam melhor a treinos intensos e curtos, outras podem obter maiores benefícios com rotinas que combinam diferentes tipos de atividade física. 

O exercício também pode impactar energia, disposição, autonomia e saúde mental, fatores essenciais para quem convive com uma doença crônica. 

Pesquisa brasileira com impacto internacional 

O estudo foi apresentado no World Physiotherapy Congress 2025, um dos principais eventos mundiais da área de reabilitação. Além disso, a pesquisa resultou na produção de dois manuscritos científicos (ainda em processo de publicação) e em uma coorientação internacional, fortalecendo a colaboração entre pesquisadores brasileiros e britânicos. 

Essa parceria entre UNISUAM e University of Birmingham mostra como a ciência colaborativa pode ampliar o conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes no combate ao diabetes tipo 2. 

Ciência que melhora a vida das pessoas 

Pesquisas como essa ajudam a transformar evidências científicas em práticas que realmente impactam a vida da população. Ao entender melhor como diferentes tipos de exercício influenciam o organismo, profissionais de saúde podem orientar pacientes de forma mais segura, eficaz e personalizada. 

No final das contas, o recado da ciência é claro: movimentar o corpo continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para promover saúde e qualidade de vida. 

Case cedido pelo Profº Patrícia dos Santos Vigário 

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