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para o início das aulas da Graduação Digital!
Institucional
06/05/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 2 minutos
No futebol de alto nível, cada segundo em campo exige o máximo do corpo. Arranques explosivos, mudanças bruscas de direção e uma sequência intensa de jogos fazem parte da rotina, mas também aumentam, significativamente, o risco de lesões.
O recente caso de Rodrygo Goes, atacante do Real Madrid e presença constante na Seleção Brasileira, reacende uma discussão: até onde o corpo de um atleta consegue suportar?
Mais do que um episódio isolado, sua lesão envolvendo o ligamento cruzado anterior (LCA) e o menisco lateral, expõe a complexidade por trás da fisioterapia esportiva e da preparação de atletas em alto rendimento.
Lesões no futebol raramente têm uma única causa. Elas são resultado de uma combinação de fatores: fadiga, sobrecarga, déficit neuromuscular e até falhas no controle do movimento.
Como destacou o Coordenador do curso de Fisioterapia, Rodrigo Ribeiro, em conjunto com os professores Robson Rodrigues, Márcia Santos e Ygor Teixeira: “Lesões são multifatoriais e refletem a interação entre aspectos biomecânicos, fisiológicos e de carga”.
Ou seja, não se trata apenas de um movimento mal executado mas de todo um contexto que, quando não equilibrado, abre espaço para o risco.
Se antes a fisioterapia era associada apenas à recuperação, hoje ela ocupa uma posição estratégica dentro do esporte. A atuação começa muito antes da lesão, com avaliações funcionais, testes de força e programas de prevenção. E, quando a lesão acontece, o trabalho é minucioso: controlar a dor, recuperar movimentos, fortalecer músculos e, principalmente, reeducar o corpo para evitar recaídas.
No caso de lesões como a do LCA, o processo é longo, podendo levar de 6 a 9 meses, e exige precisão em cada etapa, desde o pós-operatório até o retorno ao jogo.
No esporte de alto nível, voltar a jogar não basta. É preciso voltar com segurança, desempenho e confiança. Isso só é possível com critérios objetivos, como simetria de força, controle motor e desempenho funcional. Ignorar essas etapas pode significar um ciclo contínuo de novas lesões.
Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA, a pressão física e emocional sobre os atletas aumenta e o cuidado com o corpo precisa acompanhar esse ritmo.
Para quem está se formando em fisioterapia, fica um aprendizado importante: entender a lesão é apenas o começo. O verdadeiro desafio está em enxergar o atleta como um todo, sua rotina, sua carga e suas demandas específicas.
Porque, no fim, a fisioterapia esportiva não trata apenas lesões. Ela constrói longevidade, performance e, principalmente, carreiras.
“Este texto foi desenvolvido pelo Coordenador do curso de Fisioterapia, Rodrigo Ribeiro, com apoio dos professores Robson Rodrigues, Márcia Santos e Ygor Teixeira, com base nas informações fornecidas. O conteúdo foi reescrito e adaptado para esta publicação, mantendo as ideias centrais, mas utilizando uma nova redação.”
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