Faltam
para o início das aulas da Graduação Digital!
Institucional
26/05/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 2 minutos
A relação entre comportamento humano e mídia não é novidade. O que mudou ao longo do tempo foram os canais: saímos da televisão e do rádio para um ecossistema digital dominado por redes sociais, onde tudo acontece em alta velocidade, inclusive a forma como consumimos informações sobre saúde e exercício físico.
Hoje, basta alguns minutos no feed para sermos impactados por promessas de resultados rápidos, corpos “perfeitos” e métodos milagrosos de treino e emagrecimento. Mas será que tudo o que vemos realmente tem base científica?
Esse é o ponto de atenção levantado pelo professor Luiz Felipe, que chama a atenção para um problema cada vez mais comum: a banalização da informação sobre atividade física nas redes sociais. Segundo ele, “somos a todo momento informados sobre a influência da prática regular de exercícios físicos em nossa saúde”, mas nem sempre essa informação vem de fontes qualificadas, especialmente de profissionais de Educação Física.
O mercado fitness aprendeu a vender não apenas exercícios, mas estilos de vida. Estética, performance e bem-estar são frequentemente apresentados como um pacote único, embalado por influenciadores digitais e embaixadores de marcas.
O problema é que essa associação nem sempre é verdadeira e, em muitos casos, pode até ser prejudicial. Grande parte do conteúdo consumido nas redes não passa por validação científica, mas ainda assim ganha credibilidade por meio de imagens atrativas, discursos bem construídos e alta repetição algorítmica.
E aqui entra um ponto essencial: os algoritmos.
Eles não são neutros. Pelo contrário, são projetados para entender o que você consome e entregar mais do mesmo. Isso cria uma espécie de “bolha fitness”, onde o usuário passa a ver apenas conteúdos que reforçam uma narrativa que é muitas vezes mais voltada para venda de produtos do que para educação em saúde.
Conteúdos rápidos, simples e altamente editados podem parecer inofensivos. Mas, quando se trata de saúde, essa superficialidade pode custar caro.
Como reforça o professor Luiz Felipe, muitas dessas informações “não apenas se apresentam contra fatos científicos, como podem trazer prejuízos à saúde dos consumidores”. Ou seja: nem tudo que viraliza informa. E nem tudo que informa realmente orienta com responsabilidade.
Diante desse cenário, é fundamental desenvolver um olhar mais crítico sobre o que consumimos nas redes sociais. Algumas atitudes simples podem ajudar:
Em um ambiente onde tudo disputa atenção, é fácil confundir informação com entretenimento. Mas, quando falamos de saúde e movimento, esse limite precisa ser muito bem definido. O alerta final do professor Luiz Felipe resume bem essa reflexão: “Sua saúde merece mais que o tempo de um vídeo do TikTok.”
E talvez essa seja a principal provocação: nem todo conteúdo que chega até você merece ser seguido. Alguns merecem ser questionados.
“Este texto foi desenvolvido pelo Professor do curso de Educação Física, Luiz Felipe Machado Pinto, com base nas informações fornecidas. O conteúdo foi reescrito e adaptado para esta publicação, mantendo as ideias centrais, mas utilizando uma nova redação.”
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