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Institucional
06/07/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 3 minutos
Quando a Copa se aproxima, o futebol volta a ocupar o centro das atenções. Torcedores acompanham convocações, analisam seleções favoritas e alimentam a expectativa pelos grandes confrontos. Mas, além dos gols e das disputas dentro de campo, existe um tema que também ganha relevância nos bastidores do esporte: o controle antidoping.
A evolução do futebol nas últimas décadas transformou profundamente a rotina dos atletas. O esporte se tornou mais intenso, exigindo velocidade, resistência física, explosão muscular e recuperação rápida entre partidas. Em competições nacionais e internacionais, muitos jogadores enfrentam calendários apertados, com jogos em sequência e pouco tempo para descanso.
Segundo Phelipe Oliveira de Macedo, biomédico, Oficial de Controle de Dopagem e de Coleta de Sangue e professor do curso de Biomedicina da UNISUAM, esse cenário ajuda a explicar por que o monitoramento antidoping se tornou cada vez mais rigoroso.
“O futebol moderno exige um desempenho físico muito superior ao observado décadas atrás. O controle antidoping acompanha essa evolução para garantir que a competição aconteça de forma justa e segura para todos os atletas”, destaca.
MUITO ALÉM DOS TESTES APÓS AS PARTIDAS
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, os exames antidoping não acontecem apenas ao final dos jogos. Atualmente, os atletas podem ser testados em diferentes momentos da temporada, inclusive durante os períodos de treinamento.
As chamadas coletas fora de competição fazem parte de uma estratégia internacional de fiscalização que busca aumentar a eficiência dos controles e reduzir as tentativas de fraude. Com o avanço da tecnologia, os métodos de análise também se tornaram mais sofisticados, permitindo a identificação de substâncias proibidas mesmo em pequenas concentrações.
“O sistema antidopagem atual é bastante robusto. Os atletas podem ser avaliados em qualquer momento do ano, o que fortalece a credibilidade dos resultados e contribui para a integridade esportiva”, explica Phelipe.
SAÚDE TAMBÉM ESTÁ EM JOGO
Embora muitas vezes o debate sobre antidoping esteja associado à punição de atletas, especialistas alertam que a questão envolve também a preservação da saúde.
O uso inadequado de anabolizantes, estimulantes, hormônios e outras substâncias proibidas pode causar uma série de complicações médicas. Entre os riscos estão problemas cardiovasculares, alterações hepáticas, infertilidade, transtornos psiquiátricos e aumento da probabilidade de eventos trombóticos.
Para o professor da UNISUAM, a fiscalização desempenha um papel importante na prevenção desses danos. “O antidoping não existe apenas para identificar vantagens competitivas indevidas. Ele também funciona como uma ferramenta de proteção à saúde dos atletas, especialmente em modalidades de alto rendimento, onde o organismo já é constantemente submetido a elevados níveis de exigência física”, afirma.
QUANDO O ANTIDOPING AJUDA A SALVAR VIDAS
Em algumas situações, os exames realizados para fins esportivos acabam revelando problemas de saúde que talvez demorassem mais tempo para serem diagnosticados.
Um dos casos mais conhecidos ocorreu em 2017 com o jogador Ederson, então atleta do Flamengo. Durante um procedimento de controle antidoping, foi identificado um resultado analítico adverso relacionado ao hormônio beta-hCG. Embora essa substância seja popularmente associada à gravidez, em homens ela pode indicar a presença de determinadas condições médicas, incluindo tumores testiculares.
A investigação clínica posterior confirmou que o atleta apresentava um câncer testicular, permitindo que o diagnóstico fosse realizado precocemente e que o tratamento fosse iniciado rapidamente. “Esse episódio mostrou de forma muito clara que o controle antidoping pode ultrapassar o âmbito esportivo. Em determinadas circunstâncias, ele contribui diretamente para a identificação precoce de doenças e para a preservação da vida do atleta”, ressalta Phelipe Oliveira de Macedo.
ÉTICA, CIÊNCIA E RESPONSABILIDADE NO ESPORTE
Nos últimos anos, casos envolvendo jogadores de grande visibilidade nacional e internacional reacenderam discussões sobre o uso de suplementos, acompanhamento médico especializado e os limites entre tratamentos permitidos e substâncias proibidas.
Em um cenário de crescente profissionalização do esporte, a educação dos atletas e das equipes multidisciplinares torna-se tão importante quanto a fiscalização. Conhecer as regras, seguir orientações médicas e adotar práticas seguras são medidas fundamentais para evitar infrações e proteger a carreira esportiva.
À medida que a Copa mobiliza milhões de pessoas ao redor do planeta, o tema da antidopagem ganha ainda mais relevância. O controle antidoping representa um compromisso com a ética, a ciência e a saúde, garantindo que o espetáculo dentro de campo seja construído com mérito, transparência e respeito aos princípios do esporte.
“Este texto foi desenvolvido pelo Professor do curso de Biomedicina, Phelipe Oliveira Machado, com base nas informações fornecidas. O conteúdo foi reescrito e adaptado para esta publicação, mantendo as ideias centrais, mas utilizando uma nova redação.”
Analista de Marketing no LinkedIn e Blog UNISUAM. Jornalista e Pós-Graduado em Comunicação Digital e Redes Sociais.
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