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Fulanização Fundamental

Saiba mais sobre Fulanização Fundamental, sua características e mais informações com o texto de Ricardo Reuters.

  • Academia do Varejo

22/12/2021 por Ricardo Reuters

Tempo de Leitura: 3 minutos

Fulanização fundamental

Tá na boca do povo

 

Nas operações locais somos capazes de fazer aquilo que os melhores softwares, processos, consultores e técnicas modernas pregam em seus discursos e narrativas. Somos por definição a funcionalidade do relacionamento com o cliente, porque nós dependemos do cliente para viver; para nós o cliente não é um número, o cliente é parte da nossa existência.

 

Temos na figura do consumidor o nosso grande objetivo, porque queremos que ele esteja conosco, que venha, volte, fique e goste. É muito mais do que satisfazer o cliente, é sobre querer que ele ache bom, que se reconheça e que sinta algum tipo de prazer e alegria por estar conosco. É isso que nós somos, no fundo, orgulhosos e vaidosos com essa relação.

 

Transferir essa intenção para o conjunto de oferta é potencializar todos os diferenciais de uma operação local. Definir o mix ofertado, seja em quaisquer áreas de atuação, é determinante para a ampliação da competitividade e para o atingimento de objetivos de “fulanização”. Sim, “fulanização”, pois conhecemos os fulanos e “ciclanos”, somos capazes de conhecer a vida das pessoas com a sensibilidade que nenhum software é capaz de proporcionar.

 

Na oferta intencional proposta, considerar os dispositivos de segurança necessários para reduzir a exposição ao risco da operação e proteger as margens é fundamental para uma visão patrimonial das operações locais. Nossos maiores ativos são a operação em si e o mix ofertado, pois o cliente nós temos, e o temos como fulanos, o que é imensamente incrível e competitivo.

 

Não é somente o “de sempre” que o “fulano(a)” gosta, é sobre ser capaz de ofertar para o “seu fulano(a)” algo que acerte na sua identidade de consumo e que contribua para a competitividade da operação local e para essa visão patrimonial que contempla uma necessidade de realização e acertos superior às operações maiores por ter menos pontos de diluição de impactos financeiros negativos.

 

Uma visão patrimonial das operações locais é a porta de entrada para a ampliação da competitividade e para que essas operações possam contar com recursos de estratégias, táticas e ações que na verdade, têm como ponto de partida uma intenção estruturada do seu gestor principal. 

 

Operações locais tendem a ser financeiramente seguras, pois crescem gradativamente de acordo com necessidades e oportunidades e não possuem, por princípio, um plano de Market Share. Em geral, elas são baseadas praticamente no “apetite” do seu principal gestor e esse acaba se tornando o seu principal custo. Minha experiência demonstra que sem o “custo” do principal gestor uma operação local é praticamente “inquebrável”.

 

Ao mesmo tempo sem a presença, atuação e energia do principal gestor, a operação local praticamente se descaracteriza e deixa de existir, e é nesse espaço que encontramos oportunidades de ampliação da competitividade, seja para expansão, manutenção ou melhoria da atuação desse principal gestor dentro de uma operação local.

 

Definição de intenções estratégicas orientadas por um profissional, transferência das principais características para a comunicação e o desenho de processos que possam de alguma maneira, em parte, substituir o principal gestor, são pontos que iniciam a ampliação dessa competitividade.

 

Procuramos “o cara” na operação local, uma espécie de substituto, figura inexistente, pois somente quem comporta a “carga” do principal gestor em zelo, “dor de dono”, capricho e dedicação é a marca desse negócio, que através da comunicação como estratégia e não divulgação somente, começa a construir uma camada de segurança e certeza para todos os envolvidos com essa operação. 

 

Intenções + Marca + Comunicação + Processos + Oferta = AMPLIAÇÃO COMPETITIVA

 

Assim, temos um caminho para manutenção dos nossos tão amados “fulanos(as)” e para ampliação das nossas atuações sem descaracterizar os nossos negócios.

 

Se é dito na música “como será o amanhã, responda quem puder…” uma coisa é possível afirmar: as operações locais sempre são o ponto de contato mais próximo ao consumidor com a sua cultura e comportamento. Logisticamente, sempre estamos com o produto ou serviço mais perto das pessoas e nós somos para o mercado e a macroeconomia um fator fundamental para a segurança e crescimento econômico social.

 

Tenha total e absoluta clareza de como as coisas funcionam, assuma uma visão patrimonial das operações locais e compreenda na comunicação uma poderosa ferramenta de estratégia e controle.

 

Ser local é ser fundamental. As grandes operações existem para suprir uma necessidade de volume que as operações locais não são capazes de entregar, mas nós existimos para suprir uma necessidade de flexibilidade e características que as grandes operações não possuem a mínima condição de atender. Reflita sobre isso e amplie a sua competitividade.

 

Ricardo Reuters,

fulano de tal

 

Por Ricardo Reuters

Fundador da Atalho Consultoria. Marketeiro estrategista, especialista em Varejo Físico. Atua na indústria nacional, criando novas experiências de compra para os consumidores com base no significado dos produtos e marcas em suas vidas.

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