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Histórias de Sucesso
11/02/2026 por Bruna Mariano
Tempo de Leitura: 2 minutos
Instituído em 2015 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a proposta foi feita para ampliar o acesso pleno e igualitário à educação científica, incentivando a participação feminina em áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) e reforçar a importância da diversidade para o avanço do conhecimento.
Apesar das conquistas nas últimas décadas, a representatividade feminina na ciência ainda enfrenta desafios. Atualmente, apenas cerca de 30% a 33% dos pesquisadores no mundo são mulheres. Esse número revela a necessidade de incentivar a permanência delas em carreiras científicas e combater estereótipos que ainda limitam escolhas profissionais.
Durante décadas, cientistas têm sido protagonistas em causas e descobertas que transformaram o mundo. Entre os exemplos estão Jaqueline Goes de Jesus, biomédica brasileira que liderou o sequenciamento do genoma do coronavírus em tempo recorde no Brasil, contribuindo diretamente para o enfrentamento da pandemia, e Katie Bouman, cientista que coordenou o desenvolvimento do algoritmo responsável pela primeira imagem de um buraco negro, que foi um marco histórico na astronomia.
Para aprofundar essa reflexão sobre a presença feminina na ciência, conversamos com duas profissionais do time Unisuam: Priscilla Rueles, coordenadora dos cursos de Biomedicina e Estética, e Vanessa Índio, coordenadora do curso de Farmácia e pesquisadora. Ambas compartilharam suas visões sobre desafios, trajetórias e oportunidades para as mulheres no campo científico.
Priscilla destaca que, ao longo de sua formação, percebeu uma disparidade na representação feminina em cargos de destaque. Segundo ela “Ao observar os cargos de sucesso, as pessoas de destaque na minha profissão todas eram homens e isso me tocava muito, eu observava que apesar de sermos maioria dentro dos espaços de estudos a gente ainda era minoria representando essa classe”.
Hoje, como professora e educadora, ela busca promover um trabalho de conscientização com suas alunas, Priscilla afirma: “Eu acredito que esses espaços ficam abertos para nós, quando nós entendemos que esses espaços nos cabem e que a gente merece estar neles”.
Vanessa Índio complementa essa perspectiva ao ressaltar o papel da ciência como uma poderosa ferramenta de transformação social. Vanessa reforça que: “Você não precisa estar pronta, você precisa confiar no seu conhecimento, construir uma base sólida, de conhecimento, de estudo. Estudar a ciência, não tem como fazer ciência sem estudar, confiar em si e conquistar aquilo que você deseja, que você sonha e acreditar que temos mulheres com grande potencial na ciência, profissionais, cientistas fantásticas no nosso país”.
A valorização de mulheres na ciência também passa pelo reconhecimento de pioneiras que abriram caminhos para as gerações seguintes. A matemática e física Katherine Johnson, cientista da NASA, sintetizou esse conhecimento ao afirmar: “Nós sempre vamos ter a ciência conosco. Algumas coisas vão desaparecer, mas sempre vai haver ciência, engenharia e tecnologia. E sempre, sempre vai haver matemática. Tudo é física e matemática.”
Incentivar a educação científica, oferecer modelos de referência e criar ambientes profissionais inclusivos são passos importantes para construir um futuro em que meninas e mulheres possam desenvolver plenamente seu potencial.
A UNISUAM apoia, incentiva e está aberta à participação de mulheres em todas as áreas do conhecimento científico, promovendo um ambiente acadêmico que estimula a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento profissional. Aqui, nós contribuímos para a construção de uma ciência mais diversa, representativa e transformadora.
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