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O Jornalismo na ficção

Conheça as principais diferenças entre o verdadeiro Jornalismo e aquele que você assiste nos seus filmes e séries favoritos.

  • Graduação

01/10/2021 por Leonardo Medeiros

Tempo de leitura: 2 min

É um pássaro? É um avião? Não, é o post de hoje! Trazendo para você assuntos universitários, com aquele toque de cultura geek que a gente gosta. Hoje, o tema é digno da primeira capa: O Jornalismo na ficção. Quais são as principais diferenças entre o que a gente vê nas telinhas e a realidade de um jornalista? Para falar do assunto, nós trouxemos a Profª Vanessa Paiva, que é mestre em Comunicação Social e professora do curso de Jornalismo aqui na UNISUAM. “Na ficção, o jornalismo costuma ser retratado de modo romantizado, idealista, desapegado, combinando aspectos de ‘chamado divino’ e missão social”, ela abre o assunto.

 

 

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Muito está interligado ao código de ética do jornalista, que o faz parecer um herói da verdade. Mas, seria Clark Kent, e tantos outros jornalistas de comportamento exemplar, os únicos que aparecem nas mídias? Não é o que sugere Matthew C. Ehrlich, autor do livro “Heróis e Pilantras: A Imagem do Jornalista na Cultura Popular”. Matthew, que é professor de Jornalismo na Universidade de Illinois, acredita que é super importante analisar a imagem do jornalista nas mídias. “Seja o sobrevivente que desafia as regras, a novata mulher de raciocínio aguçado ou a editora-chefe irascível, os jornalistas da cultura popular moldaram nossas visões da imprensa e seu papel em uma sociedade livre desde o surgimento da cultura de massa, há mais de um século”, explicou ele no prólogo do livro.

 

Mas por que estudar a imagem do jornalista na cultura popular? Em entrevista ao USC Annenberg, o autor elucida que, em primeiro lugar, o próprio jornalismo deve fornecer as histórias e informações de que precisamos para nos governar. Em segundo lugar, os jornalistas têm sido personagens onipresentes na cultura popular e esses personagens provavelmente moldarão as impressões das pessoas sobre a mídia noticiosa, pelo menos tanto, senão mais, do que a própria imprensa. Terceiro, a cultura popular é uma ferramenta poderosa para pensar sobre o que o Jornalismo é e deve ser.

 

E o que o Jornalismo deve ser?

A Profª Vanessa explica o “Jornalismo Ideal” como essa imparcialidade e bondade pura que desejamos que a profissão seja realmente, porém, ela alerta que não podemos esquecer que a vida real é permeada por questões que ultrapassam a visão idealizada dos filmes e séries. “Na prática, a teoria é outra: trabalhamos com prazos exíguos, condições econômicas limitadas, circunstâncias hierárquicas nem sempre justas e disputas de poder. Poucas são as matérias que denunciam escândalos e rendem prêmios, como no filme ‘Todos os homens do presidente’, e nem toda disputa política interna gera resultados favoráveis ao bom Jornalismo, como no filme ‘The Post’”, deixa claro a professora.

 

No dia 10 de junho deste ano, o jornalista William Bonner pediu um horário especial no jornal mais popular do Brasil, o Jornal Nacional, para falar sobre os jornalistas. “O motivo dessa iniciativa é desfazer uma ideia equivocada que esses dias tão difíceis ajudaram a criar na imaginação de muita gente”, disse Bonner. “Desde o início da pandemia nós, jornalistas, nunca deixamos de trabalhar. Nós tivemos que tomar todo o cuidado para manter você informado sobre os fatos e protegido das fake news”, explicou.

 

O objetivo de William Bonner foi mostrar que esses jornalistas são todos humanos, possuem suas próprias famílias e vão muito além de seu trabalho. No fim das contas, essa ação vai de encontro com o que Matthew propõe, demonstrar que a imagem do jornalista faz sim muita diferença para quem lê e assiste às notícias. “O que há de similar entre ficção e a realidade é o espírito aguerrido dos jornalistas que, tanto na ficção quanto na vida palpável, se esforçam para entregar o trabalho no prazo, checar cada informação antes de publicá-la e pagar seus boletos em dia”, complementa a Profª Vanessa.

Se você é um super-herói ou um amante das palavras, o importante é ter um compromisso com a ética, a informação e a verdade. Nada é mais poderoso do que uma boa intenção, certo? Além disso, uma caneta é mais forte do que cem espadas. 

 

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Vanessa Paiva é jornalista titulada pela PUC-Rio e Mestre em Comunicação Social titulada pela UERJ. Professora universitária desde 2003, atua no curso de graduação em Comunicação Social das faculdades UNISUAM. É autora do livro “Trancos Rápidos: cinema, intensidade urbana e sobrecarga visual” (Appris, 2018) e consumidora voraz de filmes e séries.

 

fontes:
https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/06/4930733-fim-do-misterio-william-bonner-revela-surpresa-que-prometeu-nas-redes.html
https://annenberg.usc.edu/news/annenberg-agenda/fall-2015/book-excerpt-heroes-and-scoundrels-image-journalist-popular-culture

Por Leonardo Medeiros

Redator, Copywriter e Jornalista. Meus interesses se movem na órbita dos livros e da cultura. Dentre os amores, o café, a informação fresca e as boas conversas. "Seja a mudança que você deseja ver no mundo", Gandhi.

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