Histórico UNATI
A UNISUAM, visando ampliar sua missão institucional de “Promover o desenvolvimento do homem e do meio em que vive numa relação recíproca com a sociedade, permitindo o acesso a um ensino de qualidade, participando ativamente da melhoria dos processos educacionais do País.” iniciou em setembro de 2007 uma proposta extensionista denominada Projeto Gerações, cujo foco é o público da terceira idade.
Coordenado pela professora Rose Cristina Soares, o Projeto Gerações desenvolveu atividades de fisioterapia e dança, sendo registrados 16.679 atendimentos. No ano de 2008 foram incluídas outras atividades: Curso de Informática, Oficina de Música e palestras nas áreas da Nutrição, Psicologia e Enfermagem.
A Dança Sênior oferece atividades prazerosas, objetivando a criação de um espaço divertido, reflexivo e crítico, favorecendo a difusão cultural e ampliando as possibilidades de melhora da qualidade de vida do público da terceira idade. Envolve todos com o projeto (participantes, família e comunidade), para que haja inclusão social por meio da dança, que, além de ser uma atividade física, também é arte e patrimônio da cultura brasileira.
O tratamento fisioterápico resgata as condições motoras e mentais do idoso para um melhor desenvolvimento das atividades e do bem-estar, além de ajudá-los a reconhecer que a terceira idade é uma das fases que mais propicia a busca pessoal.
As oficinas e palestras visam à prevenção, à promoção da saúde e ao esclarecimento de dúvidas através das atividades de grupo, tornando-se um espaço de interação para que haja diálogos sobre temais atuais e de interesse dos idosos.
A UNISUAM, acreditando que deve participar mais ativamente da melhoria da qualidade de vida da população idosa, lança a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), no dia 16 de abril de 2009.
HISTÓRICO: Como e onde foram construídos os princípios de uma Universidade para a Terceira Idade
No final da década de 1980, o professor Américo Piquet Carneiro idealizou um grande Centro de convivência voltado para o estudo da população idosa que, além de compreender uma Unidade de saúde de referência, pudesse ser um local de formação qualificada de profissionais de saúde e áreas afins, promovendo a produção e disseminação de conhecimento por meio do desenvolvimento de pesquisas e atividades práticas com os idosos.
Anos antes do reconhecimento nacional da necessidade de um conjunto de políticas voltadas especificamente para os idosos, o professor Carneiro começou a agrupar no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) um grupo pioneiro de profissionais interessados nas questões da terceira idade. A partir dos debates e trocas de experiências profissionais e institucionais, sistematizou-se o projeto Núcleo de Atenção ao Idoso do HUPE, que se propunha a oferecer atenção integral à saúde do idoso, numa ação multiprofissional e interdisciplinar, vendo o idoso como ser humano integral e sua saúde como algo inserido em um processo amplo de qualidade de vida.
Em 1989, um documento propondo a criação do programa inicial desta Unidade, centra suas preocupações na criação de um modelo de atendimento adequado às necessidades de saúde das pessoas da terceira idade, por intermédio da organização de um Centro de Promoção da Saúde de Idosos no HUPE, com um serviço voltado para o atendimento das variadas necessidades da população idosa, tanto física como psíquica e social. Este local deveria não só prestar atendimento ao idoso, mas igualmente ser o local privilegiado na preparação e avaliação de novas modalidades de atenção, participando decisivamente no esforço de elaboração de propostas inovadoras e tecnologias alternativas.
Para tornar esse projeto real, médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais passaram a integrar a equipe técnica do Centro. Cada categoria profissional desenvolveu, de forma integrada, atividades específicas para o idoso. Considerou-se, então, vital inserir o Centro de Saúde no sistema público de saúde, na época denominado Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SUDS-RJ), de modo a que se efetivasse uma política de atenção à saúde dos idosos, até então em grande medida excluída da rede pública de assistência médica. Esta primeira análise deixou clara a necessidade de estabelecer um local de atendimento sem as características hospitalares tradicionais e igualmente diversas do modelo habitual de ambulatório que só oferece consultas.
Esta nova concepção de Centro de Saúde do Idoso, além de serviços especializados no tratamento de doenças, estaria voltada para a promoção da saúde, desenvolvendo atividades lúdicas e de estímulo à convivência, prestando informações sobre direitos civis e fomentando discussões sobre os mais diversos temas. Assim, em 1993, constituiu-se formalmente em uma Universidade o primeiro programa vinculado ao Instituto de Medicina Social, cuja proposta era a saúde do idoso em sua totalidade. |