ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO E LINHAS DE PESQUISA

Permanentes

  1. Airton Antônio Castagna
  2. Antônio Maurício Castanheira das Neves
  3. Eliane Rodrigues
  4. Gilberto Marcelo Sperandio da Silva
  5. Hermínia Helena Castro da Silva
  6. Hugo Rodolfo Lovisolo
  7. Jorge França Motta
  8. José Teixeira de Seixas Filho
  9. Kátia Eliane Santos Avelar
  10. Mariza Costa Almeida
  11. Ricardo Esteves
  12. Silvia Conceição Reis Pereira Mello


Colaboradores

  1. Carlos Henrique Vasconcellos Ribeiro
  2. Elaine Cavalcante Peixoto Borin
  3. Fabiane Toste Cardoso
  4. Francisco José dos Santos Alves
  5. Sebastião Josué Votre

LINHAS DE PESQUISA
CADEIAS PRODUTIVAS SUSTENTÁVEIS

PROJETOS
1-Técnicas de Criação e Preparo de Organismos Aquáticos para Fins de Comercialização.

O binômio saúde-alimentação constitui a base do desenvolvimento do ser humano. Assegurar o acesso a estes dois itens, mais do que uma obrigação do Estado, é uma necessidade social a fim de assegurar o progresso contínuo e sustentável da sociedade, sem desperdícios de inteligências danificadas pela desnutrição ou doenças.
A qualidade biológica da proteína é importante para que se cumpram os objetivos nutricionais, assim as proteínas de origem animal surgem como preferenciais, particularmente as carnes, em função da praticidade de processamento em condições de higiene recomendáveis (pasteurização). A carne de rã, com seu equilíbrio de aminoácidos e baixo teor de gordura (<1%), apresenta condição organoléptica que lhe confere ampla aceitação e constitui matéria prima adequada para o trabalho.
Assim, o objetivo deste trabalho será de desenvolver fórmulas nutricionais para complemento alimentar de pós-lactentes, com base em carne de rã que não contenham nenhum alimento alergênico e que possam vir a ser utilizados em programas de combate à desnutrição infantil. Este projeto será desenvolvido em três fases:
1) Desenvolvimento do complemento alimentar, em que serão criadas diversas formulações e, por análises sensoriais de aceitação e de preferência, escolhidas as melhores, para as quais serão determinados: composição centesimal, inocuidade microbiológica e vida comercial. Serão encaminhadas as respectivas solicitações de patentes;
2) Teste pré-clínico, com animais, das formulações selecionadas em que serão avaliados a resposta nutricional, os parâmetros bioquímicos sanguíneos e o comportamento animal. Ao final do período experimental serão realizadas biópsias comparativas dos principais órgãos;
3) Teste com crianças pós-lactentes, de 6 a 24 meses, objetivando verificar a capacidade do complemento alimentar recuperar o estado nutricional, a estatura, o ritmo de crescimento e as respostas neuro-motoras.

A sofisticação tecnológica nos agronegócios tem promovido uma verdadeira “exclusão” dos grupos sociais de menor poder econômico. Faz-se necessário encontrar alternativas para permitir a sobrevivência do produtor rural familiar. A aquicultura (criação de organismos aquáticos) se apresenta como uma das atividades a ocupar este espaço.

Na produção primária, o projeto “Técnicas de criação e preparo de organismos aquáticos para fins de comercialização” objetiva o desenvolvimento de novas tecnologias para manutenção da qualidade da água, melhoria da conversão alimentar e do conforto dos animais, visando o melhor desempenho produtivo da criação de rãs nas fases de girino, de crescimento e terminação.

Com os resultados obtidos pretende-se elaborar manuais para o pequeno produtor, destacando-se os tipos de manejo e equipamentos que deverão ser utilizados na criação; adequar software para o acompanhamento da criação de rãs como um todo, possibilitando o cálculo dos custos finais de produção e dos índices zootécnicos alcançados; desenvolver equipamentos para automatizar o manejo e implantar sistemas alternativos de tratamento de efluentes e reuso de água contribuindo para a sustentabilidade ambiental e econômica da atividade.

 

2-Técnicas de Preparo de Produtos Nutracêuticos e Plantas Medicinais para Fins de Comercialização.

O nutracêutico é um alimento ou parte de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença. Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados.  A OMS define planta medicinal como sendo "todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semissintéticos.” No Brasil, de acordo com o Vigitel 2007 (Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis), a prevalência média de diabetes na população adulta (18 anos e mais) é de 5,2% – o que representa cerca de 6,4 milhões de portadores que autorreferiram ter diabetes. A prevalência aumenta com a idade, chegando a 18,6% na população de 65 anos e mais. Não há números de diabetes tipo 1 no Brasil, mas estima-se que cerca de 9% a 10% do total sejam de diabetes tipo 1, o que representa cerca de 600 mil portadores. Apesar de muitos medicamentos serem garantidos por lei, seu acesso ainda continua em uma grande parte dessa população insipiente, portanto os alimentos e plantas medicinais são freqüentemente a primeira linha de defesa que a população tem à mão para a prevenção, tratamento e recuperação de sua saúde, o que facilmente é percebido no nosso dia-a-dia com dietas e chás que são servidos ou elaborados por pessoas que estão ao nosso redor.  Partindo dessa ideia, o estudo dos aspectos relacionados à produção, ao preparo, ao beneficiamento, comercialização e efetividade terapêutica de nutracêuticos ou plantas medicinais comumente usados pela população pode contribuir também para melhoria da qualidade de saúde e de vida da população diabética. Este projeto tem por objetivo estudar o preparo, beneficiamento e a comercialização de produtos nutracêuticos e plantas medicinais comumente usados pela população no tratamento de diversas doenças de modo a permitir otimização desses produtos para o comércio e melhorar seu valor agregado, gerando mais emprego e renda.

Desenvolvimento, avaliação e controle do uso de plantas medicinais:

Este projeto tem como objetivos principais o desenvolvimento de técnicas de produção, análise, controle da qualidade e orientação quanto à utilização adequada das plantas medicinais em comunidades, bem como a educação a respeito da responsabilidade ambiental. No Brasil, um país com diversidade ambiental inigualável, a utilização dos recursos naturais na saúde preventiva é o desafio a ser superado por meio da pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias eficazes.

 

3-Tecnologias Assistivas: o portador de necessidades educacionais no Desenvolvimento Local.

O projeto de pesquisa intitulado “Tecnologias Assistivas: o portador de necessidades educacionais no Desenvolvimento Local” analisa o significado voltado às áreas de gestão do desenvolvimento humano e da inovação tecnológica nos aspectos que envolvem preocupação com o meio ambiente, interação do ser humano como usuário, os fatores ergonômicos, a facilidade de acesso, entre outras, através da utilização de recursos no desenvolvimento que analisam e discutem a educação especial, em relação à implementação da política pública, questões relativas ao trabalho e profissionalização da pessoa com deficiência.  Os principais objetivos são: (1) Compreender e avaliar as possibilidades de uso das tecnologias assistivas no contexto da prática social; (2) Planejar atividades para o desenvolvimento e implantação na melhoria qualitativa Cidadão e do Portador de Necessidades Educacionais Especiais no contexto do Desenvolvimento Local da Zona da Leopoldina; (3) Posicionar-se perante as novas práticas de inclusão no contexto da Zona da Leopoldina para o desenvolvimento do Cidadão e do Portador de Necessidades Educacionais Especiais no contexto do Desenvolvimento Local da Zona da Leopoldina; (4) Avaliar a evolução da Tecnologia Assistiva, do seu uso e das mudanças que ela acarreta no contexto e exercício da cidadania no contexto da Zona da Leopoldina.

 

ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS DE MODERNIZAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

PROJETOS 

Desenvolvimento local: teorias, metodologias e experiências.

A teoria e metodologia do Desenvolvimento Local podem ser pensadas como resultado de generalizações empíricas de experiências de desenvolvimento que agregam governo, empresa e universidade. A partir das experiências elaborou-se uma normatividade do processo de intervenção para o Desenvolvimento Local. Dada sua forma de construção, tanto as formulações teóricas quanto as metodologias de intervenção e ação estão sempre sujeitas às reelaborações formuladas a partir do acompanhamento das experiências. Isto implica uma reflexão permanente sobre os conceitos orientadores das teorias e metodologias propostas e, de forma muito especial, dos indicadores vinculados aos conceitos e que permitem acompanhar de forma reflexiva, crítica e com evidências empíricas, os juízos sobre o desenvolvimento das experiências. Este objeto de pesquisa e reflexão é ainda mais significativo por duas razões: a primeira é o das relações do Desenvolvimento Local com outras vertentes próximas como o desenvolvimento sustentado, a inovação e o empreendedorismo, entre outros. Em segundo lugar, focar estas relações no plano teórico e metodológico em contextos de realização de experiências é central para esclarecer a operacionalidade da intervenção dos promotores do Desenvolvimento Local. Assim, há uma convergência possível entre a reflexão crítica sobre teorias e metodologias do Desenvolvimento Local em suas relações com outras propostas e as formulações em termos de orientações dos processos de intervenção ou experiências.
Um problema também fundamental é que no consenso das vontades propostas pelo modelo do Desenvolvimento Local, isto é, na construção de valores, objetivos e formas de ação que se expressam institucionalmente, no plano organizacional e legal, os jogos interativos que promovem ou dificultam os acordos passam a ser centrais. Na tradição cultural e educativa americana, contexto de formulação pioneiro do Desenvolvimento Local, a capacidade de estabelecer acordos é sacramentada no plano educacional e da pesquisa. Na tradição latino-americana os acordos, vistos como consenso, foram sempre criticados. Ainda hoje domina nas formulações do campo pedagógico o que se entende como pedagogia do dissenso ou do conflito (baseada no modelo da soma zero diferente do modelo que subjaz ao Desenvolvimento Local, onde a soma pode ser diferente de zero e positiva). Se partirmos do princípio que a interação orientada à ação coletiva demanda tanto acordos quando capacidade de formulação e negociação dos desacordos, a tradição de nosso pensamento pareceria ser contrária a um processo central do Desenvolvimento Local. De fato, se os atores não conseguem estabelecer o que fazer e como fazer o processo se torna inviável. Resulta, então, que o objeto de pesquisa, a interação social no marco da geração de acordos para a ação coletiva, passa a ser central para avaliar os processos de experiências bem e mal sucedidas.  No plano da prática e a partir de experiências bem e mal sucedidas poderiam ser estabelecidas propostas de trabalho que desenvolvam a competência social de gerar acordos.
Temos então dentro da pesquisa dois subprojetos articulados: 1) Desenvolvimento Local: teorias, metodologias e análise de experiências e 2) A geração de acordos e desacordos na interação do Desenvolvimento Local.
Os subprojetos poderão ser desenvolvidos em dissertações de mestrado ou trabalhos parciais de pesquisa. Cada subprojeto contará com um Seminário de Discussão de bibliografia e experiências.
           
As duas linhas de pesquisa ativas no PPGDL - CADEIAS PRODUTIVAS SUSTENTÁVEIS e ESTRUTURAS ORGANIZACIONAIS DE MODERNIZAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA contemplam as metas e os objetivos do programa, centradas na melhoria das técnicas e das estruturas, resgatando os saberes e valores da tradição e incorporando alternativas da inovação tecnológica.
Os projetos a serem desenvolvidos nas linhas de pesquisa ancoradas no Desenvolvimento Local e nas representações sociais das comunidades-alvo incorporam a questão da sustentabilidade envolvendo aspectos da tecnologia de produção mais limpa, conservação ambiental, inserção social e econômica gerando renda e postos de trabalho.